SUZANE.COM

APRESENTAÇÃO/TESTE
por Suzane Carvalho


TESTE DE LANÇAMENTO DA NOVA VERSÃO DA Z1000 2015, A SUPERNAKED DA KAWASAKI




A Z1000 2015 ficou mais agressiva no visual e na aceleração

        Com design agressivo e tecnologia embarcada, a nova supernaked Kawasaki Z1000 2015 sofreu diversas alterações que a deixou mais rápida e bonita.
        A moto vai satisfazer o piloto na emoção de pilotar e também em seu ego. Sim, pois a nova Z1000 2015 certamente chamará atenção por onde passar. Segundo a fábrica, é exatamente isso que o conceito "Kawasaki Sugomi" objetiva: "invocar e provocar de maneira impressionante, imponente e inspiradora. Com caráter felino para ser intimidante e marcante ao mesmo tempo".



        MOTOR
        Testei a moto muito rapidamente, mas deu para sentir que seus 221 kg são fáceis de manejar. As mudanças foram muitas em relação ao modelo 2012, inclusive no chassi de alumínio, mas o peso final da versão com ABS se manteve o mesmo: 221 kg; e a versão sem ABS, apenas 1 kg a menos. O guidão está mais baixo e a rabeta mais alta, mas a altura do banco, de 81,5 cm, se manteve.
        O volume do motor é de 1.043 cc, distribuídos em 4 cilindros em linha, com 16 válvulas, duplo comando no cabeçote (DOHC) e refrigeração líquida. A potência máxima ganhou 4 cavalos e está 400 giros mais para cima: 142 @ 10.000 rpm contra 138 @ 9.600 rpm do modelo 2012. Ganhou 0.1 kgf.m de torque, 500 giros mais embaixo: 11,3 @ 7.300 contra 11,2 @ 7.800 rpm. O diâmetro e o curso dos pistões, 77 x 56 mm e a taxa de compressão de 11,8:1 se mantiveram iguais.





        Se o desempenho de uma moto fosse medido somente por potência e torque máximos, você poderia achar que ela ficou praticamente igual ao modelo anterior. Mas muitos fatores que influenciam na pilotagem fizeram com que ela ficasse mais rápida, e é o conjunto final que tem seu maior valor. Afinal, se você estiver subindo uma serra na estrada, não andará com o motor a 10.000 rpm. E não adiantaria 200 cavalos se você não conseguisse utilizá-los.
        Diversas modificações foram feitas para que o motor, que tem uma nova configuração de construção, ficasse mais forte:
- O sistema de admissão foi revisado: o corpo do acelerador foi posicionado de forma que a entrada do ar seja mais rápida.
- Os dutos de admissão que eram 2 curtos e dois longos, agora são 4 longos.
- A borboleta agora é dupla com 38 mm.
- A abertura e ângulo de funcionamento do eixo-comando de admissão passaram de 8.8 para 8.5 mm e a duração, de 276 para 270°.
- foram colocadas conexões entre os cilindros para reduzir a perda do bombeamento
- balanceador secundário no virabrequim
- comando e conectores ovais entre os tubos de escape



        A ECU também sofreu alterações em relação ao modelo anterior, de 2012, para que o motor dê uma resposta mais rápida.
        O câmbio também ficou mais curto, com a coroa um dente maior: 42/15 para 43/15. Para compensar, a 6ª marcha ficou mais longa, 25/22 para 31/28 visando economia de combustível em velocidade de cruzeiro.
        Para completar a emoção de pilotá-la, foi desenvolvido na entrada de ar, um ressonador que faz com que o som do motor se pareça com um "uivo". Confesso que não reparei no "uivo", pois me atentei mais ao desempenho de motor, chassi, suspensões e freios. Mas o ressonador tem 16 furos e funciona a partir das 6.000 rpm.
        O escapamento é mais curto e tem novo desenho com configuração 4-2-2. São quatro saídas dos cilindros para duas pré-câmaras e para dois silenciosos.




        A suspensão dianteira é invertida, com pistões superdimensionados e funções separadas. Tem molas dos dois lados. Compressão e retorno são ajustados no lado direito enquanto a precarga se ajusta no lado esquerdo.
        O amortecedor é da Showa com 41 mm de curso externo e 36 mm interno.
        A suspensão traseira é horizontal back-link (como a ZX-10) com monoamortecedor também ajustável. A mola não é ajustável.
        Ela mede 2,045 m x 79 cm de largura e 1,05 m de altura. O entre-eixos é de 1,435 mm. O ângulo de cáster é 24,5°, o trail 101 mm e o ângulo de esterço 29°.





        O chassi é do tipo berço duplo, em vigas duplas de alumínio rígido. Ele é feito em 5 peças de alumínio fundido: coluna de direção, seções direita e esquerda e as travessas. O motor é preso no chassi através de 4 suportes.


        O freio dianteiro é com dois discos flutuantes em formato margarida com 310 mm cada, com 4 pistões opostos de 19,05 mm e montagem radial em pinças monobloco da Tokico. As pastilhas têm um novo composto. Na traseira, disco simples de 250 mm e pinça com pistão simples. O bombeamento do ABS é da Bosch.

        As rodas, com 6 raios, ficaram quase 1,5 kg mais leves. Vem com pneus Dunlop exclusivos para o modelo, de medidas 120 x 70 x 17" na dianteira e 190 x 50 x 17" na traseira.



        O farol está totalmente integrado ao todo e faz parte de um design bem compacto e robusto. São quatro lâmpadas que ficam todas acesas quando utilizada a luz alta. As lâmpadas são de LED que além de iluminar melhor, consomem menos energia e têm maior vida útil. Não tem refletores neles.
        A lanterna traseira também é com lâmpadas LED.
        O guidão é inteiro e quase que reto, de alumínio.





        O painel é dividido em dois. Na parte inferior, em LCD, indicadores de velocidade, marcha, modo de pilotagem. Fundo branco com números em preto, para melhor visualização. Na parte de cima, em LED, as luzes de advertência e o conta-giros acima de 4.000 rpm. Isso mesmo. Se você andar abaixo de 4.000 rpm nem verá o painel de cima funcionar. =P
        Relógio, dois hodômetros parciais.
        Tem marcador de combustível e o computador mostra média de consumo e até "modo econômico de pilotagem". Mas ele também só funciona se você estiver abaixo de 140 km/h. Mostra também o consumo imediato e média a percorrer com o combustível que ainda tem no tanque. Que bom! Como isso faz falta em algumas motos, quando estamos em estradas desconhecidas!


        O tanque teve a capacidade aumentada em 2 litros, e agora está com 17. É bem estreito na parte de baixo, de forma que as pernas encaixam bem, para melhor aerodinâmica. Ele tem acabamento em tecido com pequenas letras "Z". Assento do garupa? Apesar de a Kawasaki dizer que "está integrado ao do piloto", eu não arriscaria.

        Tem nas cores verde ou laranja, chamadas de Golden Blazed Green e Candy Burnt Orange com e sem ABS. Preços: R$48.990 a R$52.990, a versão SE com ABS.

        Sem dúvida, um dos melhores produtos que a Kawasaki já desenvolveu.
        "Como um predador pronto para atacar".

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02 de abril de 2014