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VIAGEM-TESTE
por Suzane Carvalho


NOVO CLIO 1.0 DA RENAULT PROMETE SER O MAIS ECONÔMICO DA CATEGORIA



        "Com corpo e alma renovados". Assim os engenheiros da Renault apresentaram o Novo Clio. São aproximadamente 180 peças novas ou evoluídas na parte de carroceria e de acabamento, e 71 componentes modificados no novo motor.


        MOTOR
        O motor 1.0 utilizado até então, é chamado de Hi-Flex e o novo, de Hi-Power. Tem quatro cilindros em linha com 4 válvulas em cada um, com um total de 999 cm³ e é bicombustível (pode ser abastecido com etanol e/ou gasolina). Atinge uma potência máxima de 80 cv (etanol) ou 77 cv (gasolina) a 5.750 rpm e torque de 10,5 kgf.m (etanol) ou 10,1 kgf.m (gasolina) a 4.250 rpm. Tem injeção eletrônica Multiponto Sequencial e a relação diâmetro x curso do pistão é de 69,0 mm x 66,8 mm.
        Para chegar a essa versão final foram precisos 3 anos, seis mil horas em dinamômetro, 200 mil quilômetros rodados e 41 motores.



        Os pistões tiveram o desenho otimizado para maior aproveitamento da energia. Para tal, foi criado um sistema de refrigeração dele através de injeção de óleo em sua parte inferior. Foi necessário então fazer modificações também no bloco do motor, já que em cada um dos cilindros foi instalado um injetor responsável por “espirrar” um jato de óleo no fundo do pistão.
        As bielas e a bomba de óleo passaram a ser as mesmas utilizadas no motor 1.2 16V Turbo utilizado no mercado europeu.


        Foi incluído um 5º bico injetor. Esse bico é destinado para a injeção de gasolina durante a operação de partida a frio.
        A Central Eletrônica foi modificada e agora está com maior velocidade de processamento de informações e nova programação.
        Com as mudanças, foi possível aumentar a taxa de compressão de 10:1 para 12:1.
        Segundo os dados oficiais, ele faz de 0 a 100 em 13,7 s e chega a 168 km/h de velocidade máxima se estiver abastecido com etanol. Com gasolina, faz em 14,3 s e chega a 167 km/h.
        A média de consumo conseguida é de 9,5/10,7 com etanol e 14,3/15,8 com gasolina a versão sem ar-condicionado.
        Outro fator que ajudou a conseguir um consumo menor foi a relação do diferencial que está mais longa. Com essa alteração, todas as marchas ficaram mais longas. Ele obteve a nota “A” na categoria “Subcompacto” do “Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular” do Inmetro. A Renault promete que é o melhor consumo entre os populares com motor 1.0.





        A suspensão se manteve a mesma: tipo MacPherson com triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos telescópicos e molas helicoidais na dianteira e semi-independente, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais e barra estabilizadora na traseira.
        O diâmetro giro da direção é de 10,3 m.
        O sistema de frenagem funciona em um "duplo circuito em X" e tem discos ventilados com 238 mm de diâmetro na frente e tambores com 203 mm de diâmetro atrás.


        Vem com pneus ecológicos aro 13", 175/70. Esse tipo de pneu é mais duro e faz com que o carro tenha uma menor resistência e "role" mais facilmente. Isso ajuda a economizar combustível e a poluir menos o ar. Só ainda não me convenceu de sua segurança. Continuo preferindo pneus mais macios que criam maior aderência e segurança tanto em curvas quanto em frenagens.

        DESIGN
        A atualização estética ficou a cargo da equipe do Renault Design América Latina (RDAL) - primeiro estúdio de estilo da marca no continente americano, situado na cidade de São Paulo. E segue a recente identidade visual adotada pela Renault na Europa e em outros países do mundo.




        A frente do carro foi totalmente modificada, com adoção de novos faróis, para-choques, capô e entradas de ar. Uma grade estreita liga um farol a outro e converge para o centro, onde está a logomarca da Renault. Abaixo, uma grande tomada de ar em formato trapezoidal dá um toque de agressividade ao modelo.
        Na traseira, foi incorporado um pequeno aerofólio com brake-light. As lanternas, no formato ligeiramente triangular têm as luzes com nova disposição. A tampa do porta-malas ganhou dois vincos horizontais, que partem das lanternas em direção ao centro, com a inscrição “Clio” em letras estilizadas, posicionamento que também segue o padrão dos demais modelos da marca.






        No interior, o quadro de instrumentos é novo, com marcadores de nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento digitais, além do computador de bordo. O conjunto tem iluminação na cor âmbar e novo volante.
        O conta-giros vem com 4 faixas coloridas que significam o que costumo explicar em meus cursos de Direção Defensiva: a faixa ideal de giro do motor para utilização de acordo com seu interesse: ou para conforto e economia ou para desempenho. Das outras duas, uma não deve ser utilizada (vermelha) e a outra é só para marcha lenta.


        Comandos do ar-condicionado e controles de ventilação têm novos botões, de novo formato e acabamento cromado. Os bancos tiveram a textura do tecido modificada e estão com padronagem visual diferenciada. Como em outros modelos da Renault, eles são projetados com sistema antisubmarining (antimergulho).

        O tanque de combustível tem capacidade para 50 litros e o porta-malas para 255. Se você rebater o encosto do banco traseiro ganha mais 341 litros para a bagagem, ficando com 596.




        Andei muito pouco com o carro; no trânsito e com chuva. No geral, me senti bem nele. Sente-se a falta de algumas coisas que claramente é para baratear o custo, como o temporizador no limpador de para-brisas.

        São quatro opções de cores sólidas: Branco Glacier, Preto Opaco, Vermelho Vivo e o novo Branco Creme e mais quatro metálicas: Bege Poivre, Cinza Quartz, Prata Etoile, Vermelho Fogo.

        São três versões: a Authentique de 2 portas e a Expression que pode ser com 2 ou 4 portas.


        A Authentique traz de série o computador de bordo com oito funções (combustível consumido, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, distância percorrida, velocidade média, entre outras), alarme sonoro de advertência de luzes acesas, relógio digital e brake-light. Sem ar-condicionado nem direção hidráulica, sai por R$ 23.290.
        A versão Expression agrega limpador, lavador e desembaçador de vidro traseiro, ar quente, detalhes no interior com acabamento cromado e sai por R$ 24.290. O com 4 portas custa R$ 24.950,00.
        Em ambas as versões, é possível instalar como acessório: alarme, vidros e travas elétricas.




        A diferença de preço entre elas é bem pequena. O que vai definir o preço de verdade será os acessórios fundamentais (ar-condicionado, direção hidráulica) e os kits de personalização interna e externa.
        São quatro kits de personalização disponíveis, sendo três para o exterior: Sport, Look e Adesivos; e uma para o interior chamada de Kit Estilo. Os adesivos externos podem ser faixas Esportivas ou Desenho Geométrico.
        O número de concessionárias da Renault está aumentando. Fechou 2011 com 204, atualmente tem 212 pontos de vendas e querem fechar 2013 em 235.
        A Renault dá 3 anos ou 100.000 km de garantia, além do "Renault Assistance”, um serviço de assistência técnica e de socorro mecânico, com atendimento 24 horas, durante 2 anos.



        Os preços dos opcionais do Novo Clio:
        Pintura metálica: 710,00
        Direção hidráulica: 1.100,00
        Ar-condicionado: 2.500
        Kit sport (spoilers, saias e máscaras nos faróis): 1.405,00
        Kit adesivos: 299,99
        Kit look (retrovisores e frisos laterais): 632,00
        Kit estilo (interior): 449,99