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TESTE
por Suzane Carvalho


TESTE DE LANÇAMENTO DA NOVA MOTO DA YAMAHA, A XTZ 150 CROSSER

Fotos: Stephan Solon e Suzane Carvalho



        O nome "Crosser" remete à categoria que mais cresce no Brasil, tanto entre os veículos de duas como os de quatro rodas. Definida como "Urban Sport Utility", ou seja, um Utilitário Esportivo Urbano que tem o conforto como prioridade, boa funcionalidade e performance, mas com design arrojado e sem perder o estilo aventureiro. Deixando claro: a nova Yamaha Crosser é uma moto urbana com visual aventureiro.


        Uma das características que a identifica logo como uma urbana, é o para-lamas dianteiro próximo do pneu. Então se observa o tipo do pneu, com maior área de borracha em contato com o solo. Ao sentar nela, já podemos sentir que a suspensão está calibrada mais para utilização em vias pavimentadas: ela é macia, porém, firme.

        O design encaixou bem no objetivo, pois ela tem linhas bem definidas, que passam a impressão de robustez, mas sem um resultado agressivo. Destaque para frente que tem um “Up Fender” recortado abaixo do farol e para a carenagem que cobre o tanque, incluindo o grafismo.





        Na apresentação da moto para a imprensa, estava presente o engenheiro de desenvolvimento de produto da matriz, o japonês Ryoichi Takashima que falou que a Crosser foi desenvolvida pela Yamaha Brasil em conjunto com a Yamaha Japão para ser um modelo exclusivo para o mercado brasileiro, e, por isso, foi levada em consideração algumas sugestões de clientes como: a pavimentação variada do país, a altura do brasileiro, seu peso, e então chegaram à posição de pilotar ideal, assim como o acerto da suspensão.
        O banco, aliás, tem um desenho original: estreito na frente, o que permite que encaixemos bem os joelhos na carenagem do tanque, mais largo atrás, e mais estreito para o carona, que ganhou alças de alumínio para se segurar. A diferença de altura para parte traseira do banco aumentou, deixando o garupa em posição mais elevada em relação ao piloto. Completando, um bagageiro com capacidade para suportar 7 kg.



        O para-lama dianteiro é largo de forma a proteger os garfos da suspensão; e o escapamento está bem apontado para cima e com uma capa protetora na mesma cor dos para-lamas.



        O motor é o mesmo da Fazer 150: 4 tempos, SOHC, duas válvulas, refrigerado a ar, com 149,3 cm³, Blue Flex (pode ser abastecida com gasolina ou álcool) e com injeção eletrônica. Tem potência máxima de 12,4 cv a 7.500 rpm e torque de 1,29 kgf.m a 6.000 rpm, com etanol. Com gasolina, perde 0,2 cv e 0,01 kgf.m de torque. A relação diâmetro x curso do pistão é de 57.3 x 57.9 mm e a taxa de compressão é de 9.56:1.

        O sistema YRCS (Yamaha Ram Air Cooling System), que é uma entrada de ar na parte da frente da carenagem que cobre o tanque, tem a função de ajudar na refrigeração do sistema de ignição e do motor, fazendo com que o desempenho e a performance sejam otimizados.

        A relação de câmbio também é a mesma da Fazer 150, mas houve um ajuste no mapeamento do motor para que o índice de emissão de gases atenda às exigências da segunda fase PROMOT4. Com isso, as curvas de torque e potência ficaram diferentes das da Fazer, mas os números finais são os mesmos.

        O chassi é totalmente novo, no estilo berço semiduplo. O ângulo de cáster é de 26° e o trail de 92 mm. A suspensão está bem ajustada. Rígida, de forma a absorver bem as irregularidades do piso, sem deixar de ser confortável. A dianteira é com garfo telescópico com curso de 180 mm e a traseira, balança oscilante Monoshock com link, com curso de 56,5 mm.





        O painel tem as mesmas funcionalidades do da Fazer 150, inclusive com indicador de marchas, conta-giros analógico; hodômetros total e parcial e marcador de combustível digitais. A luz de fundo é laranja escuro.

        O tanque tem capacidade para 12 litros de combustível, sendo 3 litros destinados à reserva. O consumo não foi divulgado, mas assim que eu fizer um teste completo com ela, eu conto para vocês.

        O peso seco é de 120 kg e a capacidade total de carga máxima é de 157 Kg, ou seja, duas pessoas de 78,5 kg.

        Vem com rodas raiadas e pneus modelo Tourance da Metzeler de medidas 90/90 aro 19 na frente e 110/90 aro 17 na traseira.



        Serão duas versões: a "E" com freio a tambor na frente e atrás e a "ED" com freio a disco hidráulico de 230 mm na frente e tambor mecânico de 130 mm atrás.

        Segundo a Yamaha, a versão com somente freio a tambor será produzida em razão das vendas no nordeste, onde grande parte dos consumidores utiliza a moto em vias não pavimentadas e preferem um freio mais suave, ou "borrachudo", como costumam falar. E onde a concorrente direta dela (Honda Bros) tem grande aceitação. Levando-se em conta que o nordeste é responsável por mais de 37% das vendas de motocicletas no país, e em sua grande maioria, de pequena cilindrada, pode ter sido uma decisão acertada.

        Shigeo Hayakawa, presidente da Yamaha do Brasil, declarou orgulhoso que, a Fazer 150, lançada em setembro, alcançou o número de 12,29 % em relação à Honda CG 150 no mês de novembro, e 12,17% em janeiro. "Nós queremos que a Crosser alcance 20% do market share da categoria logo após o seu lançamento, e que em 3 anos chegue aos 30%.




       NA PISTA
        A Crosser 150 é bem leve de guiar e muda de direção com facilidade, mas sem ser rápida demais. O raio mínimo de giro é de 2,10 metros. A suspensão não é boa: não apoia demais nas curvas nem pula.
        Os freios são satisfatórios, tanto a versão com tambor na dianteira quanto a com disco.
        Na pequena reta em curva do Kartódromo dos Ingleses, em Florianópolis, o velocímetro apontou 93 km/h em dois dos modelos que testei. Mas meu GPS marcou 78 km/h, uma diferença de 15% para menos.
        Segundo o conta-giros, o motor corta a 9.500 rpm.


Gráfico de velocidade obtido com o GPS da Garmin


        A versão ED tem ainda ajuste de posição do guidão, que pode ficar aproximadamente 2 cm mais para frente, caso o piloto tenha braços longos. Aproximadamente 65% da produção serão da versão ED, com freio a disco na frente.
        A XTZ 125 continuará em produção, mas com menos modelos, já que tem as versões K, E e X E.

        Chega às lojas em abril, em três cores: cores Branco, Laranja e Cinza, todas nas duas versões.



        No final ela ficou bem parecida com a concorrente direta Bros, da Honda: peso de 120 kg, tanque de combustível com capacidade de 12 litros, pneus de uso misto, motor de149 cc, bicombustível, e aros 19 na frente e 17 atrás.
        O preço com base São Paulo (sem frete), ficou R$ 50,00 mais cara: R$ 9.050,00 a versão com freios a tambor e R$ 9.350,00 a com freio a disco na frente.


A Yamaha Crosser 150


A Honda Bros 150



        VEJA AQUI uma completa galeria de fotos da nova Yamaha Crosser 150.




10 de fevereiro de 2014