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VIAGEM-TESTE
por Suzane Carvalho


Montada em Manaus, superesportiva da Triumph, Daytona 675R, chega mês que vem.

Fotos: Thiago Pinheiro

       

Fotos: Thiago Pinheiro

Nova Daytona 675R chega com 128 cv e 7,54 kgf.m

     Com o típico motor de três cilindros renovado, a superesportiva de média cilindrada da Triumph, Daytona 675R, chega às concessionárias no mês que vem.

     Montada na Zona Franca de Manaus, a moto é a mesma que é vendida na Europa, salvo ajustes para utilização de nosso combustível. Lançada em 2006, a Daytona 675R teve sua primeira atualização em 2009, quando então já foi dado início ao desenvolvimento desta nova versão por parte dos engenheiros ingleses.

     O tradicional motor de 3 cilindros ganhou muito mais do que os 3 cavalos a mais de potência. Ganhou também configuração diferente: a relação diâmetro x curso do pistão mudou de 74 mm x 52,3 mm para 76 mm x 49,6 mm. Com o curso menor, ele sobe de giro mais rápido.

     As 12 válvulas são feitas de titânio e os cilindros têm revestimento em nicasil, o que o deixa mais resistente ao atrito.

     São dois injetores por cilindro. Um na extremidade do bocal de admissão que aponta diretamente para baixo da extensão do duto de admissão, para fluir maiores quantidades de combustível quando o acelerador abre mais e em altas rotações quando a demanda do motor for mais elevada. O injetor secundário fica mais próximo da válvula de admissão em um ângulo voltado para o fluxo de ar. Esta configuração visa maximizar o aproveitamento do combustível que é injetado em spray, atingindo assim todo o pistão.

     Para reduzir a perda de energia devido à resistência do combustível, no cárter há um sistema de limpeza do óleo dos braços da manivela e dos defletores que interrompem o impulso do óleo quando o piloto dá uma freada brusca. Outra alteração foi na massa de inércia do virabrequim e do rotor do alternador que foram reduzidas. Com essas alterações, ele alcança 500 rpm a mais que o modelo anterior, cortando agora em 14.400 rpm.

     As válvulas de escape tiveram o diâmetro reduzido em 1,3 mm ficando com 24,2 e elevação aumentada em 0,2 mm. Para agilizar o fluxo do combustível, o desenho das válvulas também mudou, causando menor resistência.

     Ele ficou com potência de 128 cv a 12.500 rpm e torque 7,54 kgf.m a 11.900 rpm. A taxa de compressão aumentou de 12,65 para 13,1:1.

     O câmbio também mudou: o mecanismo de seleção de engrenagem, o tambor seletor e o eixo do garfo seletor são outros e deixaram-no mais rápido e preciso. As 1ª e 2ª marchas foram encurtadas. Na transmissão final, a coroa mudou de 16 para 15 dentes. Tem embreagem com sistema deslizante slip-assist o que deixa o manete mais leve e evita o travamento da roda traseira no caso de uma redução mais brusca. Este mecanismo é auxiliado pelo gerenciamento do motor, que abre as borboletas do acelerador nessas circunstâncias para reduzir a frenagem do motor, para as entradas de curva. Vem com quick-shift, ou seja, é possível mudar de marcha sem aliviar o cabo do acelerador. O sistema modifica o tempo de corte da ignição de acordo com a velocidade e a carga do motor.

     O escapamento de aço inoxidável que antes ficava debaixo do assento, agora foi transferido para baixo do motor. O ruído é agradável, sem gritar muito.

     O novo chassi melhorou a distribuição de peso com maior centralização da massa. O quadro é semelhante ao do modelo anterior, porém é uma nova concepção feita com oito peças fundidas - em vez de 11. Tem um subquadro traseiro de alumínio, que vem pintado de vermelho.

     O ângulo de inclinação do cáster foi de 23,9 para 22,9°; e o trail, de 89,1 para 87,2 mm. Com isso a nova Daytona 675R responde melhor às mudanças de direção. A posição do pivô da balança é regulável.

     Tem novos garfos e novas rodas, que ficaram mais leves e a distância entre eixos foi reduzida. Os garfos dianteiros são os Öhlins NIX30 com ajuste de compressão no garfo direito e de retorno no garfo esquerdo. Em ambos tem ajuste de pré-carga.

     A suspensão traseira vem com amortecedor Öhlins TTX Twin Tube com dois cilindros internos. O óleo circula por um cilindro interior principal e por outro externo. À medida que o amortecedor é comprimido, o óleo localizado abaixo do pistão é empurrado para baixo do cilindro interior. Na parte de baixo, o óleo flui na borda e para cima no sentido oposto, ficando entre o cilindro exterior e o interior. Em seguida, flui através de um sistema de válvulas no topo do amortecedor, com válvulas de sentido único para garantir seu fluxo por um conjunto de válvulas sob compressão e outro conjunto no curso de retorno, quando o óleo se move na direção oposta. Com isso o óleo fica sempre sendo empurrado para as válvulas pelo pistão do amortecedor, retardando o aquecimento do óleo.

     Os ajustes de compressão e retorno são bem fáceis de serem mexidos, pois estão bem à vista, na parte superior. Tem ajuste de pré-carga e curso da mola ficou pouca coisa mais longo.

     As medidas da moto ficaram da seguinte forma: 2,045 m de comprimento, 1,112 m de altura e 69,5 cm de largura com entre-eixos de 1.375 mm. A posição do piloto está um pouco mais alta em relação ao guidão, mas o banco está um pouco mais baixo, a 83 cm do chão.

     Tem ABS, que pesa somente 1,5 kg, com opção "Circuit" para uso em pista. Dá até para destracionar com ela nas frenagens. As pinças de freio dianteiro são em monobloco de alumínio da Brembo. Na dianteira, discos flutuantes duplos de 310 mm, pinças radiais com 4 pistões. Na traseira, disco único de 220 mm e pinça de pistão único.

     No visual, ganhou linhas mais retas na carenagem, e o conjunto ótico foi renovado. A carenagem é toda nova com o intuito de ficar mais elegante e ao mesmo tempo, mais agressiva.

     No final, o peso se manteve praticamente o mesmo, sendo somente 1 kg mais leve que o modelo anterior: 184 kg em ordem de marcha.

     O painel tem dois computadores de bordo com contador de voltas, shift light, relógio e cronômetro com "lap" para você pegar suas voltas na pista. Para tal, é só dar um "flash" no farol alto. Tem também medidor de combustível, muito útil para quem anda na estrada e também para quem faz Track Day.

     Vem com pneus Pirelli Dragon Super Corsa que são de medida 120 x 70 x 17 na dianteira e 180 x 55 x 17 na traseira.

     Ela é deliciosa de guiar. Com o ângulo de cáster acentuado, reage bem aos comandos e é bem fácil de curvar. É do tipo que você sente a moto debaixo de você.

     Tem diversos opcionais, como para-brisas maior e outro fumê, e vem preparada para receber o sistema de monitoramento de pressão dos pneus.

     O tanque de combustível tem 17,4 litros e a cor, somente essa "Branco Crystal".

     A versão 675 não será comercializada aqui. As diferenças entre as duas são os painéis e os para-lamas em fibra de carbono, que na versão sem o "R" são pretos.

     A Daytona 675R estará à venda a partir da segunda semana de junho por R$ 48.690,00. Ela virá para brigar com a Honda CBR 600RR, Kawasaki ZX-6R 636 e Suzuki GSX-R 750.

     Ainda este mês a Triumph abrirá três novas concessionárias e não esconde que lançará novos modelos este ano, podendo, inclusive, adiantar o lançamento de algum para antes do Salão Duas Rodas.

Confira a galeria completa aqui.




21 de Maio de 2013